|
Can we get together?
Mais uma musica pra você... Que acha de dançarmos juntos? GET TOGETHER (Madonna) Down down down in your heart (...) Escrito por Felipe às 12h44 []
Os últimos acontecimentos da minha vida têm me feito pensar muito sobre a imprevisibilidade. Pois é, quem diria que as coisas tomariam o rumo que tomaram, que estas águas passariam por debaixo da ponte. Pois é... Que estranho pensar que num dia de mal humor, embaçado, o destino estaria me reservando uma linda surpresa. Mais estranho ainda saber que, por esta fortuíta e inesperada surpresa, nossas vidas nunca mais serão as mesmas, mesmo que os momentos terminem. Afinal, estamos num constante devir, e os momentos, as pessoas, as relações, são portas para a reinvenção. A tarde foi perfeita. Certamente não poderia ter sido melhor. Os momentos... É, mais um momento, mais uma cena no filme da vida, que ficará guardada na lembrança... Não sei se esses momentos irão se repetir. Não sei. O importante é que, mesmo não havendo repetição, novas cenas, pelo menos uma cena ficou gravada na memória. Uma cena com elenco, direção, trilha sonora e roteiro impecáveis, que pode ser repetida, quantas vezes quisermos, sem o gostinho desagrádavel do arrependimento. Uma cena a ser repetida com nostalgia. Por agora, saudade... Escrito por Felipe às 00h12 []
Future Lovers
Uma linda música da Madonna pra embalar o feriadão... Aí vai uns trechos da letra... :) FUTURE LOVERS I'm gonna tell you about loveLet's forget your life Forget your problems Administration, bills and loans Come with me In the demonstration of this evidence In the evidence of its brilliance (4x) Escrito por Felipe às 01h26 []
Devaneios Número 2
Nem sei mais o que escrevo aqui. Então acho que vou só deixar os pensamentos fluírem, e que venha o que vier. O meu estômago é o espelho da confusão estabelecida na alma. Doente do estômago, doente da alma. Um pouco forte, talvez. Mas a verdade é que está tudo tão confuso ultimamente. Gostaria de ter uma razão mais clara para levantar todos os dias, fazer as obrigações do cotidiano... Alguém sabe algum sentido em tudo isso? Para que lutar tanto, viajar tanto, planejar tanto, se gastar tanto? E nós ficamos na espera, na expectativa, de um salvador, que nos trará a redenção eterna, assim como o povo de Israel esperava o seu Messias. Mas ele não vem, será que virá? Algumas coisas são dificeis de engolir... Digerir então, ainda mais dificil. A gente fica mal do estômago. Há sempre uma face boa e má em tudo. Em todo o ser. Mudei de idéia. Não deve existir nem bom nem mau. O que existem são impressões, impressões de uma consciência. E por que, se nós temos, nós temos sim, nós temos o PODER, se nós temos o PODER, por que tornamos as coisas assim tão dificeis? São pensamentos de um mau dia, um mau humor... (mau amor?) ... Escrito por Felipe às 18h59 []
Amor...
Me pego ultimamente pensando muito em amor... Afinal, o que seria isso? O que é esta coisa, esta construção, que desde que nascemos nos é passada, nos é dada, como o mais importante objetivo, o último, o final, o único, o sentido de tudo. "Amai-vos uns aos outros". Quem disse isso mesmo? Foi Deus? Só sei que o velhinho Freud já dizia que este apontamento é humanamente impossível de ser realizado... Como poderíamos amar nossos inimigos? Amar quem nos odeia, quem nos maltrata? Como podemos amá-los, se às vezes não é possível nem amar àqueles que nos querem o maior bem? Às vezes parece que esse amor é uma bela história, contada muitas e muitas vezes, uma fantástica criação para movimentar a máquina do consumo. E alienar-mos de nós mesmos... E assistimos novelas, filmes, as "cómedias romanticas", onde tudo é flores, lindo, e o final feliz, e infinito. E queremos que nossa vida seja uma comédia romantica também, mas não é. A vida pode ser muito mais do que isso. A vida, a vida vivida de verdade, autenticamente, buscando ser quem nós somos, com coragem, esta vida, esta vida sim, é muito mais do que um filme de Hollywood. Muito mais espetacular, único. E quem sabe apreciar as coisas, os momentos, todas as pequenas grandes coisas da vida, sabe do que estou falando. Quem sabe o encontro assim, de almas únicas, completas, que vivem a vida autenticamente, não seja o verdadeiro amor? Este não seria o amor de dependencia, onde um não vive sem o outro. Mas seria o amor de crescimento mútuo, de companheirismo e celebração na jornada por este universo sem fim... Amor... No final das contas, talvez existam muitos tipos de amor. O amor-dependencia, o amor-sexo, o amor-espiritual, o amor-companheiro... Então, poderiamos amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas de maneiras diferentes? Já creio que sim...
Ah, foram estes alguns pensamentos que me pipocaram agora... Não sei se alguém entenderá... Escrito por Felipe às 23h57 []
Um desconhecido, uma cor
Coisas surpreendentes me fazem voltar aqui... Abaixo, a música do momento. E dedico ela a você, que desde nosso fortuito esbarro, não sai do meu pensamento.
KATE BUSH - Moving Moving stranger, does it really matter? / Emocionante estranho, isso realmente importa? Escrito por Felipe às 00h31 []
Devaneios
Tantas possibilidades, tantas direções, tantos artifícios, muitas opções. Pouco tempo. São quase duas da manhã. O menino garota tecla, tecla, tecla seu teclado, busca seus contatos do MSN, troca algumas palavras... Encontra algum conforto? Encontra, mas ainda sente que não é o suficiente. É pouco. Ele precisa de mais palavras, palavras mais altas, palavras maiores, para que todo mundo possa ouvir e quem sabe se reunir a ele em sua busca... Uma busca por respostas... Mas talvez a pergunta esteja mal formulada. Afinal, ele não consegue compreender. Talvez a resposta venha em uma linguagem incompreensível, no idioma dos loucos, intraduzível na racionalidade humana. Mas ele insiste na pergunta, não desiste não, jamais, procura as múltiplas metafísicas, religiões, socialismo capitalismo anarquia comunismo, eugênia evolucionismo indeterminismo. O menino garota para e se questiona: o sentido mesmo não seria o infinito perguntar? O melhor não é a estrada? Sim, o caminho... É possível que não haja resposta, nem um destino... Somente as trilhas, estradas, caminhos, perguntas... Aprendizado. 1:56 da madrugada. Devaneios. Escrito por Felipe às 01h57 []
Liberdade
Muito se fala em liberdade. Mas afinal, o que é isso? Para alguns, liberdade se confunde com democracia. Países são invadidos, vidas são interrompidas, culturas são subjugadas, tudo isso em nome da abstrata e dita superior “democracia”, aonde todos seriam livres, podendo escolher os governantes, os presidentes, e além disso, crer no que achar mais crível, permissão para se expressar, direito de trabalhar e consumir. Parece ser o mais perfeito sistema, a “maravilhosa” democracia americana, que deve ser espalhada a todos os cantos do mundo. Mas é isso mesmo liberdade? Estamos livres quando temos que escolher entre candidatos que não estão afinados com nossos interesses, mas sim com seus próprios ou do seleto grupo dominante? Que liberdade é essa para crença, quando somos vistos com desconfiança por sermos macumbeiros, ateus, ou somos obrigados a viver com regulamentos atrelados a preceitos religiosos (casamento, só entre homem e mulher, por exemplo)? Que liberdade é essa, aonde se escolhe entre beber Coca-cola ou Guaraná Antarctica? Liberdade para trabalhar a vida inteira num emprego mal pago, degradante, alienante, e ainda no final do mês ser obrigado a levantar as mãos pro céu e dar graças a Deus por ter um? Não, nada disso é verdadeiramente liberdade. A verdadeira liberdade é muito mais do que isso. Livre é a pessoa que pode se auto governar, pois já adquiriu a noção perfeita de seus atos e a responsabilidade pela construção de sua existência de forma comprometida com sua auto-realização, bem como a evolução sua e do universo. E sabe que é parte de um todo interligado, em que cada atitude sua acaba afetando o universo e por fim a ela mesma, invariavelmente. Livre é a pessoa que sabe que é única, que sua existência é única, e é seu dever se apropriar dela, para então se auto-governar. Ela assim saberá também que sua história é igualmente única, buscando nos outros não a fórmula pronta para existir, mas sim uma inspiração e poderosa fonte de reflexão e questionamento sobre si mesmo. Livre é a pessoa que é permitida e se permite construir sua vida ao mesmo tempo em que cumpre sua auto-determinada missão, podendo utilizar suas potencialidades, sem se preocupar unicamente com recompensas externas, ou se limitar a padrões e normas pré-estabelecidas. Liberdade é poder existir autenticamente. Quantos tem direito a tal liberdade? Poucos. Talvez se a humanidade não tivesse se privado de sua mais grandiosa e distintiva característica, o mundo seria um lugar mais agradável de se viver. Escrito por Felipe às 23h52 []
História verídica
Fato curioso e intrigante aconteceu comigo. O mais estranho, talvez, é que esses fatos ocorrem inesperadamente, uma doce surpresa que o dia nos reserva. Uma doce coincidência... Afinal, até o momento em que entrei no vagão do trem, indo para faculdade após mais uma jornada de trabalho, nada de diferente ou especial havia ocorrido. O dia era como qualquer outro. Talvez, até aquele instante em que sentei no banco do trem, o dia também fosse comum para o homem de terno sentado à minha frente. Falava no celular, resolvia problemas - problemas de rotina, por certo. Algo nele acabou chamando minha atenção. Provavelmente seu jeito, além de um tipo de beleza, que não era uma beleza nele em si, mas a minha percepção sua era bela. E olhei para ele. Não sei quanto tempo demorou para ele perceber o que começava a acontecer, mas logo olhou para mim também. Olhos se encontravam, olhos desviavam. E o que se passaria na cabeça dele naquele momento? Dúvidas também? Curiosidade? Expectativa? Felicidade? Como iria eu saber... E ali estávamos, as estações passando, e os olharem continuavam, insistentes, medrosos. Não se atreviam a se encontrar por mais de um segundo, quando fugiam de susto. Num relance, pude divisar um pequeno sorriso nos seus lábios... E o que significava? O mesmo que o meu significava? Quem era ele? Seu nome? O que fazia? Era o único de terno naquele trem... No que trabalhava? Para onde estava indo? Quantos anos tinha? E ali continuávamos, tão pertos um do outro, menos de três passos... Mas ao mesmo tempo, tão longe um do outro... Eram milhas e milhas de distancia, preenchidas por convenções sociais, dúvidas, vergonha, medo, precaução... Um abismo... E de cada lado, por mais que os olhos gritassem, era impossível a comunicação. Mas... e o que era isso? Ele estava se levantando, enquanto o trem diminuía a sua velocidade, até parar em mais uma estação. Ainda faltava duas para a minha. Será possível que ele iria descer? Ele dirigiu-se para a porta. Segui-o, sem virar o rosto, pelo canto dos olhos. Será possível que ele iria descer? O momento iria terminar, ali? O trem para, ele desce. Anda uns passos na plataforma, mas pára. Percebo que ele olha para dentro do trem. Segundos passam, e ele permanece parado. Até que viro minha cabeça em sua direção. Ele olhava para mim. Nossos olhos se encontram, dessa vez sem fugir. Sua expressão, indescritível. Ambos sabíamos que aquele era o último olhar. Que fazer? Perdemos, perdemos a chance. Que fazer? O abismo era intransponível. As portas do vagão fecham. O trem arranca. Ele permanece parado, eu me afasto. Afasto. Afasto. Cada vez mais. Tudo o que poderia ter sido, não foi. Depois da coincidência, de pegar o trem naquele horário, entrar naquele vagão, sentar naquele banco, exatamente na frente do desconhecido, quando isso iria se repetir? Quando eu veria aquela face novamente? Pelo menos, o momento foi único. E a lembrança daquela troca de olhares, daquela expressão, não vai se perder tão facilmente. E quem sabe, um dia, os caminhos não se cruzem novamente... Escrito por Felipe às 00h49 []
Psicologia e Etnocentrismo
Esse texto eu escrevi para um trabalho da faculdade... Espero que achem interessante. Bjos!!! Um dos atributos essenciais para a formação de um bom psicólogo é que ele consiga se tornar o máximo possível livre de preconceitos. Afinal, ele irá lidar com um número muito grande de pessoas, oriundas dos mais diferentes backgrounds. Este fato não está restrito a pratica clínica, mas ela é exemplar para demonstrar a importância do psicólogo ser livre de preconceitos. Escrito por Felipe às 01h54 []
A questão da naturalidade e as relações homossexuais
Um dos argumentos contra as relações homossexuais preferido utilizado pelos homofóbicos de plantão é o caráter anti-natural que tais relações possuiriam. No entanto, uma analise mais racional, bem informada e livre de dogmas morais e religiosos (profundamente enraizados no senso-comum) mostra como esse argumento é falho e absurdo. Vamos direto ao ponto então: lamento informá-los, defensores da “família” e dos “ótimos costumes”, mas no mundo animal existe sim homossexualismo. Sim, macho com macho. Não existe nada mais natural que o mundo selvagem? Então, se mesmo entre os animais há esse tipo de relação, não seria isso uma evidência de sua naturalidade? É nesse ponto que alguém poderia levantar a voz pra proclamar que sexo entre pessoas do mesmo sexo não é natural pelo fato de que não serve para a reprodução, não perpetuaria a espécie. Pois bem, o fato é que no mundo animal, o sexo não serve apenas para a reprodução, ele tem sim funções sociais. (Os animais até mesmo se masturbam, quem tem um bichinho de estimação sabe disso). As espécies com um mínimo de organização social tem relação sexual com outros objetivos além da reprodução. Logo, nem mesmo entre os animais trepar significa necessariamente reproduzir, então por que entre o ser humano – muito mais complexo e multifacetado – deveria ser assim? No fundo, esse conceito que liga necessariamente sexo e reprodução não passa de uma construção da nossa cultura judaico-cristã, e essa ligação tem explicações históricas totalmente plausíveis que não cabem ser explanadas aqui neste momento. Outro argumento de peso que confirma que a ligação sexo-reprodução é uma construção cultural é a diferente forma que as mais diferentes culturas lidam com o assunto. Um estudo mesmo superficial sobre a forma como as mais variadas tribos indígenas lidam com a sexualidade mostra a relativização de tal ligação. Existe inclusive uma tribo aborígine em que a relação homossexual é mais praticada que a heterossexual, sendo a última só permitida em determinada época do ano. Poderia ser utilizado outro argumento contra os homossexuais, este talvez o mais estúpido de todos: a relação homossexual é um perigo para a perpetuação da espécie. Em primeiro lugar, isso seria um perigo se 100% dos seres humanos fossem exclusivamente homossexuais. Os dados da realidade mostram que a porcentagem real está muito longe disso. Estima que entre 7% a 10% dos indivíduos seriam homossexuais. E se a homossexualidade não trouxesse nenhum benefício para a espécie, ela já teria sido eliminada pela seleção natural. Ela tem, portanto, sua utilidade. Isso faz lembrar que, em grupos de chimpanzés, determinados membros não se reproduzem, tendo como papel no grupo zelar pela sobrevivência e bem estar dos demais. Por fim, poderia ser levantado um argumento puramente fisiológico: a relação homossexual é antinatural porque o sexo anal/oral não são naturais. Neste argumento estão embutidas todas aquelas idéias anteriormente apresentadas, bem como a noção de que existe um manual de instruções para o nosso corpo, que diz o que devemos fazer com o nosso cu e nossa boca. O coito anal existe desde que o mundo é mundo, devo informar, e (ainda bem!) sempre existirá. E ainda, o que talvez seja mais amedrontador para alguns, não só o coito anal sempre existirá, mas o mais puro e afetivo amor entre pessoas do mesmo sexo. Afinal, a relação entre dois homens ou duas mulheres pode sim ser muito mais do que uma boa transa. Escrito por Felipe às 18h29 []
O segredo de Brockback Mountain
Aquela montanha guardava um segredo. Controverso. Para alguns, um segredo que nunca deveria ser revelado, sob hipótese nenhuma. Sim, esse segredo assusta algumas pessoas. Elas simplesmente não entendem, não sabem que esse segredo é todo feito de humanidade. Escrito por Felipe às 23h53 []
Então é natal...
Hoje é natal, a maior festa cristã do ano. Ao contrário que a máquina vendedora nos quer fazer acreditar, a data não comemora o nascimento do Papai Noel, mas sim do fundador do Cristianismo. Talvez nessa questão controversa do século XXI esteja a razão principal do meu desencantamento com essa festa. Então, desejo a todos:
Escrito por Felipe às 19h40 []
Homofobia se aprende na escola
No colégio aprendemos coisas que devemos aprender mesmo, deixamos de aprender outras, ou ainda, aprendemos o que nunca deveria ser ensinado. O último caso é o da homofobia. Ela, infelizmente, é doutrinada em nossas instituições de ensino, que servem assim para perpetuar preconceitos já enraizados na nossa sociedade. É lamentável, já que o papel do colégio é (ou deveria ser) fazer o aluno pensar e principalmente repensar o mundo. Mas não é isso o que acontece. Ele é instigado a repetir padrões de comportamento e conduta já consagrados. Quem é o responsável por esse quadro? Um deles é o professor, sem dúvida. Afinal, ele representa a figura de autoridade e de “sabedoria” dentro da sala de aula. Vou citar um exemplo verídico, e que aconteceu comigo mesmo. No último ano do ensino médio, tive a infelicidade de ter como professora de biologia uma profissional extremamente preconceituosa e reacionária. Dizia incontáveis absurdos contra os homossexuais. E seu falar era convicto, com uma paixão. O pior, é que ela adorava abordar a temática sexualidade nas suas aulas, apesar de não ter formação para tal e entender nada do assunto. Certa vez, ela explicava o ciclo menstrual feminino. Como alguns colegas (meninos) meus conversavam e não prestavam atenção no que ela falava, a dita cuja interrompeu a aula e proferiu a pérola: “Vocês aí, prestem atenção. Eu quero que vocês entendam a mulher de vocês quando casarem. Porque eu rezo todos os dias para que vocês só tenham relacionamentos com mulheres. Infelizmente, nem sempre isso acontece...”. Preciso dizer mais uma coisa? Uóóóó! E tem mais. Em outra ocasião, ela discorria sobre vaginas, não lembro o motivo. Comentou o fato da boa visualização do órgão que certas revistas adultas propiciam. Ela se referiu a tais revistas como aquelas que “99,8 % dos meninos normais compram”. Absurdo total! Por dois motivos: primeiro, homossexualidade é uma orientação sexual como qualquer outra, não há nada de anormal em ser gay; segundo, os gays não são 0,2 % como acha a querida professora, mas sim, pelo menos 10 %. E não acabou. Como já disse, sexo era um dos assuntos prediletos dela. Não perdia oportunidade, então, pra falar sobre sexo anal e oral. Falar mal. E jogava nos alunos todas as idéias mais medievais possíveis. “Eu preciso alertá-los”, dizia. Sugeriu que sexo anal causaria hemorróidas (?!), incontinência fecal (?!!!), câncer... ou seja, quem desse o cu estava condenado à morte. E o preconceito e as idéias errôneas iam sendo perpetuadas dentro da sala de aula... Importante mencionar o modo como tais idéias eram ditas pela referida profissional. Falava com uma convicção, com um jeito de bem entendida no assunto, com uma eloqüência, que dava a tudo um teor de verdade incontestável. E seu discurso fascistóide era convincente. Na sua luta para catequizar os alunos, ela não esquecia nem de legitimar seu discurso. Prática caracterizadamente fascista: legitimar uma mentira. Para tanto, dizia outra de suas pérolas: “Não, eu não sou preconceituosa. Quero mais que as pessoas sejam felizes”. Hahahahaha! E se isentava de qualquer culpa... Tudo o que dizia, assim, não era preconceito, mas verdades... Só não mencionava que eram verdades válidas somente na Idade Média. E felizmente estamos no século XXI. Quando ela falava aquelas coisas, não estava sendo preconceituosa? E pode algum gay ser feliz, sofrendo com a discriminação da sociedade, que ela mesma contribui pra aumentar, educando aqueles adolescentes para a homofobia? E essa é apenas uma de tantas professoras e professores que se portam de maneira errônea. O correto é a escola educar desde cedo para a diversidade. Para tanto, é necessária uma reformulação total do sistema de ensino, em todos os níveis. Para começar, no ensino superior. A maioria dos professores está despreparada para tratar do assunto sexualidade. Então, as licenciaturas devem abordar o tema profundamente e orientar o comportamento dos professores diante da questão em sala de aula. Assim, se formariam professores que perpetuariam uma ideologia mais tolerante em relação à homossexualidade. Seus alunos, futuros professores, estariam mais preparados para lidar com o assunto na faculdade e, conseqüentemente, na posterior prática profissional. Portanto, gradativamente, o nosso sistema de ensino iria mudando, e a mente de nossas crianças e adolescentes também. Esse é um passo importante que falta. Pois não só a homofobia se aprende na escola, mas o respeito pelo diferente também. Escrito por Felipe às 22h39 []
Mais jovens gays executados
Irã executa dois gays em praça pública Mais um caso de execução de gays ocorreu no Irã. Fonte: www.glsplanet.com
E a mesma história se repete. A protagonista é bem conhecida: a intolerância. Ela contracena com suas irmãs gêmeas bivitelinas: a ignorância e o fanatismo. O enredo é basicamente marcado pela violência gratuita e pela morte. Escrito por Felipe às 22h04 []
|
|
BRASIL , Sul , Homem , de 15 a 19 anos , Portuguese , English , Música , Livros
[ Humor ]
[ Histórico ]
07/10/2007 a 13/10/2007 30/09/2007 a 06/10/2007 23/09/2007 a 29/09/2007 03/12/2006 a 09/12/2006 07/05/2006 a 13/05/2006 30/04/2006 a 06/05/2006 16/04/2006 a 22/04/2006 09/04/2006 a 15/04/2006 19/02/2006 a 25/02/2006 25/12/2005 a 31/12/2005 20/11/2005 a 26/11/2005 13/11/2005 a 19/11/2005 30/10/2005 a 05/11/2005 23/10/2005 a 29/10/2005 16/10/2005 a 22/10/2005 09/10/2005 a 15/10/2005 02/10/2005 a 08/10/2005 25/09/2005 a 01/10/2005 18/09/2005 a 24/09/2005
[ Votação ]
[ Indicação ]
[ Links ]
Madonna Online E então?
[ Sites ]
![]()
![]()
[ Visitantes ]
![]() |